... mais difícil do que pensava, deixar os dedos correrem pelas letras e escrever o que a alma sente.
já passou muito tempo desde a última vez que aqui vim deixar palavras escritas. muitas foram as vezes que me apeteceu vir mas a coragem nunca foi a suficiente. hoje, dia de chuva no verão, cá estou.
estes meses não foram fáceis. de todo. mas querendo crer que o pior já passou, estou cheia de esperança, e em igual medida, de medo. esperança avassaladora, medo profundo. ou vice-versa.
com tanta incerteza pela frente, agarro-me ao que sei de certeza: o meu desejo, a minha vontade, as mãos que sempre seguram a minha, a força que desconheço que tenho em mim mas que surge quando dela preciso, e o amor, o amor que me rodeia.
debato interiormente o conceito de destino, será que existe ou não? e se sim, será que consigo vencê-lo se lutar com ele? terei eu o que é preciso? será o espírito suficiente quando o corpo falha?
quero acreditar. quero tanto.