... assim para cima de bué", disseram-me há pouco tempo. e mesmo que me tenha sabido bem, só depois de aparvalhar um bocadinho é que consegui responder de igual forma.
"miss you like crazy" também me escreveram há dias no Facebook.
"ao fim de não-sei-quantos-anos foi um enorme prazer reencontrar-te porque há pessoas cujas linhas da vida se cruzam com as nossas e nunca mais se descruzam" foi outra mensagem maravilhosa que recebi recentemente. enviei mensagem de volta a dizer que era completamente mútuo, e foi com sinceridade absoluta que o fiz, mas demorou um bocadinho.
e depois há aquelas pessoas de quem sinto muita falta mas que estão longe, algumas a milhares de quilómetros de distância, e não fossem as novas tecnologias de comunicação, pouco saberia delas. N. e I., sinto-os tão longe... e preciso de vocês. tenho precisado das vossas mãos e das vossas vozes a dizerem-me que vai tudo correr bem. sou egoísta, eu sei, mas é a verdade.
e há também aquelas com quem posso ter estado há minutos, e que quando nos separamos já tenho saudades. essas são poucas...
tenho a sorte de estar perfeitamente suportada por muita gente, gente que interessa, o que não impede que sinta falta das que não tenho sempre por perto.
por exemplo, acabei de descobrir que uma pessoa que até há poucos anos costumava saber (quase) tudo de mim e eu dele, vai ser pai. e eu não sabia de nada. é o tipo de coisa que me deixa verdadeiramente triste. e zangada. não sei se mais comigo se com os outros.
sou eu que estou longe? sou ingrata? tenho estado demasiado recolhida? estarei a proteger-me demasiado? tem este estado de semi letargia em que me encontro provocado um afastamento inconsciente?
se for esse o caso e a culpa for minha, chamem-me nomes se quiserem. mas chamem-me. mesmo que no primeiro instante eu recuse, insistam fáchavor. eu às vezes sou um bocado parva, como sabem.
a verdade é que não posso viver sem vocês.