... alguém, de livre vontade e consciente, decide preencher cicatrizes com tinta na pele e marcar o próprio corpo para sempre? não é fácil de responder embora seja uma questão que com alguma recorrência me é colocada.
apenas posso falar por mim, e penso que todas as pessoas que o fazem pelos motivos certos dirão o mesmo. é como o BI: pessoal e intransmissível.
no meu caso posso tentar responder com frases soltas, mas se calhar nunca consigo explicar-me bem: que me sinto mais eu e mais completa com as minhas tatuagens, que é como se devesse ter nascido com elas, que são a expressão de convicções muito fortes.
tenho três, cada uma simboliza crenças profundas e intemporais, por isso não me faz confusão nenhuma que sejam para o resto da vida. por isso me faz tanta confusão que seja precisamente essa a razão que faz tanta confusão aos outros.
sugar o nectar da vida, alimentar-me dele.
ter consciência da perenidade, mas acreditar no renascimento interior cíclico, faça sol ou tempestade.
o amor infinito que tudo vence, a protecção infinita dos meus Anjos Terrenos, a Fé verdadeira que é provavelmente um dos sentimento mais difíceis de se conseguir.
venham dizer-me que é estupidez, que o "gado" é que é marcado (como alguém já teve a coragem de me dizer), tratem-me com preconceito (como já aconteceu), obriguem-me a esconder com roupa o que escolhi para mim própria (como acontece quase todos os dias), chamem-me nomes (como já me chamaram). não quero saber. não muda nada.
sim, eu escolho marcar o meu corpo com desenhos, acho-os bonitos e para mim são símbolos dos meus desejos mais profundos, das minhas mais fundamentais crenças, das leis pelas quais tento reger a minha vida.
para sempre. como quase tudo aquilo que é realmente importante na vida.
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