sexta-feira, 15 de outubro de 2010

lua do meu coração

... em todas as horas, tanto da noite como do dia.

poderia eu por-me a discorrer sobre os nossos anos comuns, ou sobre as situações hilariantes, ou as menos felizes, sobre o momento de vida que atravesso e da força que de ti recebo, sobre as fases das loucuras e ramboias, ou sobre os nossos corações que, à vez, foram partidos. não o farei.

o que tenho para te dizer hoje é o mesmo ao de todos os outros dias do ano: que sou abençoada por te ter como verdadeira amiga, que te tenho uma gratidão imensa por fazeres parte da minha vida e por me deixares fazer parte da tua, que o meu coração cresce cada vez que a tua filha abre os braços e o sorriso para mim, que não imagino viver sem isto que temos juntas, que gosto tanto mas tanto de ti.

minha doce Lua, o que tenho para te dizer hoje é o mesmo ao dos outros 364 dias do ano, excepto duas: feliz aniversário.

beijo gigante, abraço apertado.

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

é difícil

... mais difícil do que pensava, deixar os dedos correrem pelas letras e escrever o que a alma sente.
já passou muito tempo desde a última vez que aqui vim deixar palavras escritas. muitas foram as vezes que me apeteceu vir mas a coragem nunca foi a suficiente. hoje, dia de chuva no verão, cá estou.
estes meses não foram fáceis. de todo. mas querendo crer que o pior já passou, estou cheia de esperança, e em igual medida, de medo. esperança avassaladora, medo profundo. ou vice-versa.
com tanta incerteza pela frente, agarro-me ao que sei de certeza: o meu desejo, a minha vontade, as mãos que sempre seguram a minha, a força que desconheço que tenho em mim mas que surge quando dela preciso, e o amor, o amor que me rodeia.
debato interiormente o conceito de destino, será que existe ou não? e se sim, será que consigo vencê-lo se lutar com ele? terei eu o que é preciso? será o espírito suficiente quando o corpo falha?
quero acreditar. quero tanto.

sexta-feira, 26 de março de 2010

se eu pudesse escolher

... não escolheria diferente. queria esta vida na mesma. queria os meus pais, os meus melhores amigos, o meu país, o meu tempo, o meu amor. não quereria aquelas partes do meu corpo que funcionam mal, mas todas as outras sim.

se calhar, é pura limitação, não imaginar a minha vida ou a mim mesma de outra forma que não esta que é a real. se calhar é arrogância, acreditar que nenhuma vida é melhor que a minha. se calhar é egoísmo, não querer que as minhas pessoas fossem de outrem. mas se calhar, só se calhar, é reconhecimento das bênçãos que tenho. precisaria de muitas mãos para ter dedos que chegassem para as contar.

O pai e a mãe, a Z., a M., a M., a D., o N., a I., a A., o P.T., a L. a R., o R., a A., o G., o R. e a M., o O. ... e o J.

e os U2, e o David Bowie, e os Xutos, e os Amistades Peligrosas, e os Quireboys, e o Patrick Bruel, e os Estopa, e o Roger Waters, e o Prince, e a Maria Betânia, e o Puccini, e a Patricia Kass, e os My Chemical Romance, e os Gift, e o Caetano Veloso, e o Mika, e o Vivaldi, e os Doors.

e a Clara P. Correia, e a Inês Pedrosa, e o Eça de Queirós, e o Vergílio Ferreira, e o José. R. dos Santos, e o Stieg Larsson, e a Pearl S. Buck, e a Philipa Gregory, e o Pablo Neruda, e o Gabriel Garcia Marquez.

e banhos de mar, e as primeiras horas da manhã, e o cheiro de terra molhada, e um caderno novo por estrear, e um bilhete no pára brisas, e uma cama feita de lavado, e um copo de água quando se tem sede, e um encontro inesperado, e um abraço.

e pão quente, e feijoada, e sushi, e pasta com ameijoas, e farinheira, e bacalhau com broa, e castanhas, e melão, e esparregado, e queijo, e enchiladas, e boquerones, e choco frito, e cerveja, e batatas assadas.

e as mãos dele, as costas dele, o cheiro dele, os olhos dele, a voz dele, os braços dele, os beijos dele.

e o mar e as ilhas Turcas, e uma valsa na Praça de S. Marcos, e um jantar em Dornes, e a Sagrada Família, e a Toca do Morcego, e um alpendre na Carrapateira, e uma pousada em Ourém, e a última noite em Pipa.

e a nossa casa, a casa do Príncipe Real e a de Paço-de-Arcos.

e a Liberdade.

e o Amor.

quarta-feira, 10 de março de 2010

é sempre assim

... felizmente. quando uma porta se fecha abre-se (pelo menos) uma janela algures.

a uma má notícia segue-se outra maravilhosa. e vice-versa. alguém longe, muito longe daqui, um casal maravilhoso sabe agora que espera uma muito desejada pequena bebé adoptiva. que a sua viagem até aos novos pais seja serena, feliz, que o seu caminho seja salpicado de rebentos de pequeninas flores, amarelas e brancas e rosa, suave como a matéria das nuvens, até aos braços de uns pais que a esperam de coração aberto.

o amor, sempre o amor que salva tudo.

que mundo maravilhoso.

é esta então

... a sensação de perder uma batalha. não a guerra, mas uma batalha. dolorosa. cansativa. torpeadora de projectos, de sonhos.

mas vamos lá. a próxima ganho eu.

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

citações #1

"- Que forma tão romântica de ver as coisas - disse eu.
- Alguns de nós simplesmente não são românticos. - Encolheu os ombros. - Você, por exemplo, não consigo imaginá-la a chorar agarrada às cortinas, entregue às lamentações.
- Nunca ninguém me deu razões para isso - respondi.
- Nunca ninguém lhe vai dar. Essas coisas só acontecem a pessoas que as procuram - sentenciou ele."

de Elizabeth Hichey em O Beijo, a paixão de Gustav Klimt

eu acredito

... em Deus. se calhar, não no Deus católico, ou muçulmano ou de outra religião. o meu conceito de Deus aproxíma-se muito da naturaza. penso que a natureza é a força mais inteligente que existe e que as coincidências, a existirem, são muito poucas. também a sorte ou a falta dela são para mim um conjunto de circunstâncias acumuladas ao longo do tempo que culminam num acontecimento.

por isso, quando algo nos acontece de bom ou de mau (principalmente de mau), devemos reflectir e perceber o que nos levou àquele momento. e nessa consciência temos a oportunidade única de transformar a nossa vida para sempre. porque a vida de cada pessoa é uma série de eventos que combinados determinam os eventos futuros. cada momento é consequência dos anteriores. é por isso que também acredito que, na esmagadora maioria das vezes, somos nós que traçamos o nosso caminho. e neste pensamento cabe tão bem a frase feita que diz que cada um tem o que merece.

ou então não. e eu estou completamente enganada. pode muito bem ser.

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

é uma besta

... não tenho outra palavra.
não é meu hábito chamar nomes assim às pessoas, quem me conhece sabe. mas não tenho mesmo outra palavra (melhor) para chamar a uma pessoa com quem trabalho. e que me inferniza, me faz o cerco, tudo o que pode (e mesmo o que não devia poder) para me aniquilar. durante algum tempo, anos, consegui evitar que as más intenções dessa pessoa me afectassem muito... agora, infelizmente, e contra tudo o que posso, está a entrar-me na pele.
o que é mais horrível é que descobri que, pela primeira vez na minha vida, todos os meus quase 35 anos, eu desejo mal a uma pessoa. e isso faz de mim o quê? alguém tão mau ou pior, certo? não quero ser assim, não quero mesmo.

tenho para mim que quando se envia esse tipo de maus desejos e energias doentes para o universo, nada de bom pode acontecer. o retorno é sempre pior.

preciso de uma lavagem de alma, de me sentir branca e leve e em paz. por dentro. e é sobre isso que este post deve ser, não sobre a besta. mas hoje ela leva-me a melhor.

há dias assim.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

para ti

... minha querida, minha irmã-que-não-eras-mais-se-fosses-de-sangue, minha Lua do coração.

a vida é mesmo assim. feita de experiências, dias cheios e bem vividos, e outros nem por isso. feita de encontros e desencontros. que enquanto o globo gira, em cada volta, nos tráz infinitas possibilidades. para mim, estás encontrada e sabes quem és, cheia de vida e de experiências e de encontros e de possibilidades em número que tende para infinito. e eu contigo, em cada volta do globo, sempre que me chamares.

para ti, que assim que leres vais saber logo que é para ti , vai tudo correr bem. tenho a certeza. se és tu, como não?

ontem foi o primeiro dia do resto da tua vida, e eu adorei fazer parte dele. não queria ter estado em mais lado nenhum.

daqui, um beijo gigante e um abraço apertado.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

hoje

... não é dia nenhum especial. não é dia do nosso aniversário (nenhum dos dois), nada nunca de marcante aconteceu a 3 de Fevereiro na nossa vida comum. e por isso mesmo, se vieres aqui parar por acaso um dia é porque tinha de ser. assim, sem saberes que te escrevo, faço-o só porque sim.

meu amor,
já falámos sobre isso e tu sabes que acredito que as nossas vidas são solitárias. as vidas de todas as pessoas são solitárias. podemos estar acompanhados por um monte de gente à nossa volta, ter amigos e dos bons, famílias numerosas e fantásticas, ter até a sorte infinita de termos o amor das nossas vidas ao nosso lado, mas a verdade é que caminhamos sózinhos, cada um de nós. a minha vida, no sentido biológico, não depende da tua e vice-versa. os passos que eu dou são os passos que eu dou, com as perninhas uma atrás da outra. que quando mexo as minhas, as tuas não andam. por isso, o que penso é realmente que por melhor acompanhados que estejamos, o caminho de cada um de nós é solitário.
contudo.
és a melhor companhia para testemunhar este meu caminho. naquele espacinho do meio dos teus ombros eu encontro o meu lugar, na tua voz a segurança, nos teus olhos a vontade. a alegria. no nosso encontro a minha casa. e às vezes os dias parecem mesmo muito longos até nos reencontrarmos.
para sempre até querermos, não é? e sempre, até agora, foi todos os nossos dias.

me haces tanto bien.

quarta-feira, 27 de janeiro de 2010

então foi assim

enquanto limpava a casa de banho, a minha empregada deixou caír sem querer no ralo do bidé a aliança do meu marido que estava numa prateleira. ficou muito aflita, e na sua aflição resolveu fazer duas coisas: tentar tirar a aliança do ralo com umas facas compridas enfiando-as repetidamente e, pelos vistos, com força crescente, pelo ralo abaixo; e aspirar o ralo com a potência máxima do aspirador na esperança que fosse a suficiente para sugar a aliança.

resta acrescentar a informação que a nossa casa tem aspirador central, ou seja, temos o motor e o depósito na cozinha dentro de uma espécie de armário, e espalhados pela casa temos uns buraquinhos nas paredes onde encaixamos a mangueira e aquilo começa a funcionar.

pois que um fim-de-semana que era para ser tão descansado resumiu-se basicamente a tentar resolver o embróglio e a mexer em porcaria.

primeiro tivemos de abrir o sifão para recuperar a aliança (não queiram abrir o sifão das vossas casas de banho, não é uma coisa bonita e muito menos cheirosa), depois foi preciso desmontar o bidé e encaixar bem os tubos dos canos que a senhora conseguiu desencaixar com as facas e que ficaram a deitar àgua, e voltar a montá-lo no sítio.
depois, veio a parte melhor: desmontar o aspirador central que já tinha àgua (relembro, àgua de esgoto aspirada dos canos do WC) não só no depósito mas no próprio motor e, maravilha das maravilhas, na tubagem da aspiração. que está dentro das paredes! das paredes da casa toda! e vai escorrendo por ali fora até chegar a um sítio debaixo do chão onde é quase impossível chegar. coitado do meu baby... esteve horas com arames enrolados em panos para tentar chegar lá, ensopar o pano, espremer, voltar a enfiá-lo no buraco, voltar a puxá-lo e espremer aquela àgua nojenta e fétida.

desafio qualquer um a contar do seu fim-de-semana invulgar. vá. anyone?

sexta-feira, 22 de janeiro de 2010

objectivos

...para o fds:

1 - fazer o menos possível

2 - abrir excepção ao ponto 1 para (talvez, só talvez) arrumar a roupa amontoada na minha cadeira vai para cima de 2 meses

3 - abrir mais uma excepção ao ponto 1 para desmontar e arrumar a àrvore de Natal e demais peças alusivas à época (daqui ao Carnaval é um tirinho e já começa a parecer mal)

4 - girls night out no sábado :)

5 - jiboiar em frente à televisão até à agonia (de preferência com um prato de bolo de chocolate com gelado debaixo do queixo)

6 - não stressar a partir da uma hora da tarde de domingo por o fds já estar no fim

já estou cansada só de pensar

resisti, resisti

... até não poder mais.

cá estou. agora seja o que Deus quiser.

bem vindos a esta casa.