... não escolheria diferente. queria esta vida na mesma. queria os meus pais, os meus melhores amigos, o meu país, o meu tempo, o meu amor. não quereria aquelas partes do meu corpo que funcionam mal, mas todas as outras sim.
se calhar, é pura limitação, não imaginar a minha vida ou a mim mesma de outra forma que não esta que é a real. se calhar é arrogância, acreditar que nenhuma vida é melhor que a minha. se calhar é egoísmo, não querer que as minhas pessoas fossem de outrem. mas se calhar, só se calhar, é reconhecimento das bênçãos que tenho. precisaria de muitas mãos para ter dedos que chegassem para as contar.
O pai e a mãe, a Z., a M., a M., a D., o N., a I., a A., o P.T., a L. a R., o R., a A., o G., o R. e a M., o O. ... e o J.
e os U2, e o David Bowie, e os Xutos, e os Amistades Peligrosas, e os Quireboys, e o Patrick Bruel, e os Estopa, e o Roger Waters, e o Prince, e a Maria Betânia, e o Puccini, e a Patricia Kass, e os My Chemical Romance, e os Gift, e o Caetano Veloso, e o Mika, e o Vivaldi, e os Doors.
e a Clara P. Correia, e a Inês Pedrosa, e o Eça de Queirós, e o Vergílio Ferreira, e o José. R. dos Santos, e o Stieg Larsson, e a Pearl S. Buck, e a Philipa Gregory, e o Pablo Neruda, e o Gabriel Garcia Marquez.
e banhos de mar, e as primeiras horas da manhã, e o cheiro de terra molhada, e um caderno novo por estrear, e um bilhete no pára brisas, e uma cama feita de lavado, e um copo de água quando se tem sede, e um encontro inesperado, e um abraço.
e pão quente, e feijoada, e sushi, e pasta com ameijoas, e farinheira, e bacalhau com broa, e castanhas, e melão, e esparregado, e queijo, e enchiladas, e boquerones, e choco frito, e cerveja, e batatas assadas.
e as mãos dele, as costas dele, o cheiro dele, os olhos dele, a voz dele, os braços dele, os beijos dele.
e o mar e as ilhas Turcas, e uma valsa na Praça de S. Marcos, e um jantar em Dornes, e a Sagrada Família, e a Toca do Morcego, e um alpendre na Carrapateira, e uma pousada em Ourém, e a última noite em Pipa.
e a nossa casa, a casa do Príncipe Real e a de Paço-de-Arcos.
e a Liberdade.
e o Amor.
sexta-feira, 26 de março de 2010
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Oi...
ResponderEliminarTanta coisa para escrever...
Tiraste-me o ar quando li sofregamente todas as palavras que escreveste, todas... sem excepção, até as vírgulas, até as reticências. Poderia eu ficar com o coração a bater apenas e só apenas quando vi um Z., mas não... e acabo de te ler e só me apetece escrever. Porque quero tanto te dizer. Tens razão em tudo o que dizes, valorizas tudo o que é importante, até as coisas que para os outros poderão ser pequenas mas que para ti e para mim por serem de ti, são tão maiores. Colocas por último, a Liberdade, o Amor... mas colocas apenas em expressão. Porque todas as tuas palavras, do principio ao fim resumem-se exactamente a isso, Amor e a Liberdade a que dás valor por (e parece repetição) amares a liberdade e amor que tens pelos outros.
Gosto de te ler... assim... pura... Tu... mesmo com um pingo de melancolia, mas inundada de amor. É terno, encantador... estou sem palavras... nada é suficiente para te transmitir a intensidade e doçura do que me transmitiste.
Lembro-me da nossa conversa sobre blogues e a diferença sobre escrever para ser lido, ou o escrever o que nos corre nas veias, uma ligação directa dos nossos dedos ao nosso coração, sem máscaras, sem fachadas... é isto... foi o que fizeste amiga, amiga do meu coração...
Adoro-te mais do que possas sequer imaginar :)
Um beijo tão doce como o texto que escreveste.
óh Lua...
ResponderEliminardoce é a sublime forma de amor que é a amizade, ternas são as palavras de quem nos quer bem.
adoro-te de volta :)