"- Que forma tão romântica de ver as coisas - disse eu.
- Alguns de nós simplesmente não são românticos. - Encolheu os ombros. - Você, por exemplo, não consigo imaginá-la a chorar agarrada às cortinas, entregue às lamentações.
- Nunca ninguém me deu razões para isso - respondi.
- Nunca ninguém lhe vai dar. Essas coisas só acontecem a pessoas que as procuram - sentenciou ele."
de Elizabeth Hichey em O Beijo, a paixão de Gustav Klimt
quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010
eu acredito
... em Deus. se calhar, não no Deus católico, ou muçulmano ou de outra religião. o meu conceito de Deus aproxíma-se muito da naturaza. penso que a natureza é a força mais inteligente que existe e que as coincidências, a existirem, são muito poucas. também a sorte ou a falta dela são para mim um conjunto de circunstâncias acumuladas ao longo do tempo que culminam num acontecimento.
por isso, quando algo nos acontece de bom ou de mau (principalmente de mau), devemos reflectir e perceber o que nos levou àquele momento. e nessa consciência temos a oportunidade única de transformar a nossa vida para sempre. porque a vida de cada pessoa é uma série de eventos que combinados determinam os eventos futuros. cada momento é consequência dos anteriores. é por isso que também acredito que, na esmagadora maioria das vezes, somos nós que traçamos o nosso caminho. e neste pensamento cabe tão bem a frase feita que diz que cada um tem o que merece.
ou então não. e eu estou completamente enganada. pode muito bem ser.
por isso, quando algo nos acontece de bom ou de mau (principalmente de mau), devemos reflectir e perceber o que nos levou àquele momento. e nessa consciência temos a oportunidade única de transformar a nossa vida para sempre. porque a vida de cada pessoa é uma série de eventos que combinados determinam os eventos futuros. cada momento é consequência dos anteriores. é por isso que também acredito que, na esmagadora maioria das vezes, somos nós que traçamos o nosso caminho. e neste pensamento cabe tão bem a frase feita que diz que cada um tem o que merece.
ou então não. e eu estou completamente enganada. pode muito bem ser.
terça-feira, 23 de fevereiro de 2010
é uma besta
... não tenho outra palavra.
não é meu hábito chamar nomes assim às pessoas, quem me conhece sabe. mas não tenho mesmo outra palavra (melhor) para chamar a uma pessoa com quem trabalho. e que me inferniza, me faz o cerco, tudo o que pode (e mesmo o que não devia poder) para me aniquilar. durante algum tempo, anos, consegui evitar que as más intenções dessa pessoa me afectassem muito... agora, infelizmente, e contra tudo o que posso, está a entrar-me na pele.
o que é mais horrível é que descobri que, pela primeira vez na minha vida, todos os meus quase 35 anos, eu desejo mal a uma pessoa. e isso faz de mim o quê? alguém tão mau ou pior, certo? não quero ser assim, não quero mesmo.
tenho para mim que quando se envia esse tipo de maus desejos e energias doentes para o universo, nada de bom pode acontecer. o retorno é sempre pior.
preciso de uma lavagem de alma, de me sentir branca e leve e em paz. por dentro. e é sobre isso que este post deve ser, não sobre a besta. mas hoje ela leva-me a melhor.
há dias assim.
não é meu hábito chamar nomes assim às pessoas, quem me conhece sabe. mas não tenho mesmo outra palavra (melhor) para chamar a uma pessoa com quem trabalho. e que me inferniza, me faz o cerco, tudo o que pode (e mesmo o que não devia poder) para me aniquilar. durante algum tempo, anos, consegui evitar que as más intenções dessa pessoa me afectassem muito... agora, infelizmente, e contra tudo o que posso, está a entrar-me na pele.
o que é mais horrível é que descobri que, pela primeira vez na minha vida, todos os meus quase 35 anos, eu desejo mal a uma pessoa. e isso faz de mim o quê? alguém tão mau ou pior, certo? não quero ser assim, não quero mesmo.
tenho para mim que quando se envia esse tipo de maus desejos e energias doentes para o universo, nada de bom pode acontecer. o retorno é sempre pior.
preciso de uma lavagem de alma, de me sentir branca e leve e em paz. por dentro. e é sobre isso que este post deve ser, não sobre a besta. mas hoje ela leva-me a melhor.
há dias assim.
domingo, 14 de fevereiro de 2010
para ti
... minha querida, minha irmã-que-não-eras-mais-se-fosses-de-sangue, minha Lua do coração.
a vida é mesmo assim. feita de experiências, dias cheios e bem vividos, e outros nem por isso. feita de encontros e desencontros. que enquanto o globo gira, em cada volta, nos tráz infinitas possibilidades. para mim, estás encontrada e sabes quem és, cheia de vida e de experiências e de encontros e de possibilidades em número que tende para infinito. e eu contigo, em cada volta do globo, sempre que me chamares.
para ti, que assim que leres vais saber logo que é para ti , vai tudo correr bem. tenho a certeza. se és tu, como não?
ontem foi o primeiro dia do resto da tua vida, e eu adorei fazer parte dele. não queria ter estado em mais lado nenhum.
daqui, um beijo gigante e um abraço apertado.
a vida é mesmo assim. feita de experiências, dias cheios e bem vividos, e outros nem por isso. feita de encontros e desencontros. que enquanto o globo gira, em cada volta, nos tráz infinitas possibilidades. para mim, estás encontrada e sabes quem és, cheia de vida e de experiências e de encontros e de possibilidades em número que tende para infinito. e eu contigo, em cada volta do globo, sempre que me chamares.
para ti, que assim que leres vais saber logo que é para ti , vai tudo correr bem. tenho a certeza. se és tu, como não?
ontem foi o primeiro dia do resto da tua vida, e eu adorei fazer parte dele. não queria ter estado em mais lado nenhum.
daqui, um beijo gigante e um abraço apertado.
quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010
hoje
... não é dia nenhum especial. não é dia do nosso aniversário (nenhum dos dois), nada nunca de marcante aconteceu a 3 de Fevereiro na nossa vida comum. e por isso mesmo, se vieres aqui parar por acaso um dia é porque tinha de ser. assim, sem saberes que te escrevo, faço-o só porque sim.
meu amor,
já falámos sobre isso e tu sabes que acredito que as nossas vidas são solitárias. as vidas de todas as pessoas são solitárias. podemos estar acompanhados por um monte de gente à nossa volta, ter amigos e dos bons, famílias numerosas e fantásticas, ter até a sorte infinita de termos o amor das nossas vidas ao nosso lado, mas a verdade é que caminhamos sózinhos, cada um de nós. a minha vida, no sentido biológico, não depende da tua e vice-versa. os passos que eu dou são os passos que eu dou, com as perninhas uma atrás da outra. que quando mexo as minhas, as tuas não andam. por isso, o que penso é realmente que por melhor acompanhados que estejamos, o caminho de cada um de nós é solitário.
contudo.
és a melhor companhia para testemunhar este meu caminho. naquele espacinho do meio dos teus ombros eu encontro o meu lugar, na tua voz a segurança, nos teus olhos a vontade. a alegria. no nosso encontro a minha casa. e às vezes os dias parecem mesmo muito longos até nos reencontrarmos.
para sempre até querermos, não é? e sempre, até agora, foi todos os nossos dias.
me haces tanto bien.
meu amor,
já falámos sobre isso e tu sabes que acredito que as nossas vidas são solitárias. as vidas de todas as pessoas são solitárias. podemos estar acompanhados por um monte de gente à nossa volta, ter amigos e dos bons, famílias numerosas e fantásticas, ter até a sorte infinita de termos o amor das nossas vidas ao nosso lado, mas a verdade é que caminhamos sózinhos, cada um de nós. a minha vida, no sentido biológico, não depende da tua e vice-versa. os passos que eu dou são os passos que eu dou, com as perninhas uma atrás da outra. que quando mexo as minhas, as tuas não andam. por isso, o que penso é realmente que por melhor acompanhados que estejamos, o caminho de cada um de nós é solitário.
contudo.
és a melhor companhia para testemunhar este meu caminho. naquele espacinho do meio dos teus ombros eu encontro o meu lugar, na tua voz a segurança, nos teus olhos a vontade. a alegria. no nosso encontro a minha casa. e às vezes os dias parecem mesmo muito longos até nos reencontrarmos.
para sempre até querermos, não é? e sempre, até agora, foi todos os nossos dias.
me haces tanto bien.
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