quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

hoje

... não é dia nenhum especial. não é dia do nosso aniversário (nenhum dos dois), nada nunca de marcante aconteceu a 3 de Fevereiro na nossa vida comum. e por isso mesmo, se vieres aqui parar por acaso um dia é porque tinha de ser. assim, sem saberes que te escrevo, faço-o só porque sim.

meu amor,
já falámos sobre isso e tu sabes que acredito que as nossas vidas são solitárias. as vidas de todas as pessoas são solitárias. podemos estar acompanhados por um monte de gente à nossa volta, ter amigos e dos bons, famílias numerosas e fantásticas, ter até a sorte infinita de termos o amor das nossas vidas ao nosso lado, mas a verdade é que caminhamos sózinhos, cada um de nós. a minha vida, no sentido biológico, não depende da tua e vice-versa. os passos que eu dou são os passos que eu dou, com as perninhas uma atrás da outra. que quando mexo as minhas, as tuas não andam. por isso, o que penso é realmente que por melhor acompanhados que estejamos, o caminho de cada um de nós é solitário.
contudo.
és a melhor companhia para testemunhar este meu caminho. naquele espacinho do meio dos teus ombros eu encontro o meu lugar, na tua voz a segurança, nos teus olhos a vontade. a alegria. no nosso encontro a minha casa. e às vezes os dias parecem mesmo muito longos até nos reencontrarmos.
para sempre até querermos, não é? e sempre, até agora, foi todos os nossos dias.

me haces tanto bien.

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