... que por estes dias não se pense no passado. que á memória não venham momentos, tanto os bons como os outros, que fizeram parte da nossa história de vida.
este ano, concretamente, foi realmente pleno. de experiências, de emoções, da mais maravilhosa felicidade, da mais profunda tristeza. conheci a alegria maior, conheci o desgosto pior. conheci a dor, ainda a dor. mas também conheci o amor, a cumplicidade, a verdadeira amizade, a esperança, a fé.
estou diferente, este ano (e o anterior) mudaram-me. não consigo explicar exactamente em quê, e penso que os outros não notam. surpreendentemente estou mais serena, mais confiante, quando na realidade acho é que tenho motivos para o contrário. vá lá entender-se...
a minha cunhada A. ofereceu-me este Natal um presente maravilhoso. um livro escrito e ilustrado por ela especialmente para mim em edição única. cheio de imagens lindíssimas, em que a primeira é uma pomba e a segunda é um anjo. o livro é uma viagem, e tem também palavras que contêm emoções muito pessoais dela mas também minhas. em comum, eu e ela, temos a experiência de ter passado por situações limite no que respeita à vida. e quanto a isso ela escreve que depois de passada essa experiência tomamos consciência de que antes sabíamos pouco e que depois passamos a saber demais. é exactamente isso. agora eu sei demais. às vezes não sei o que fazer com tudo o que sei...
que a perda não tem outra palavra para a descrever que não essa mesma. perdi, este ano. e o que perdi não volta mais.
que é mentira que até morrer vamos sempre a tempo de tudo. dizem-nos isso desde crianças e nós acreditamos mas não é verdade. há coisas que já não vamos a tempo depois do seu tempo.
que se sobrevive a tudo menos à própria morte.
que amanhã é sempre o dia mais importante das nossas vidas.
que as possibilidades são infinitas. não em todas as circunstâncias, mas ainda assim infinitas.
que o tempo é mais precioso que todo o ouro e todas as pedras preciosas do mundo. que não se pode trocar por nada, que cada minuto mal gasto é mais do que apenas um minuto de vida perdido.
que sem as pessoas que estão mesmo do meu lado não consigo viver.
e tanto, tanto mais.
2011 trouxe-me medo, esperança, dor, amor, perda, felicidade, angústia, serenidade, ansiedade, segurança, novos amigos certeza, fé. e mais fé. o que é que sei de certeza? que 2012 me vai trazer exactamente o mesmo, mas em mais. os sujeitos dos adjectivos podem ser outros, mas as emoções vão ser as mesmas. porque as que importam são meia dúzia.
dedico o último post deste ano aos meus pais, à minha cunhada A., à minha Lua Z., à minha Luinha C., ao P., à minha prima D., à minha tia N., à minha madrinha M. R., e à M. e à M. (que conseguiram transformar um dia especialmente penoso num dia à Mosqueteiras)... e ao J., claro.
e a alguém que foi o segundo melhor presente que 2011 me ofereceu: minha querida A. Matos, este é também para si. passou a fazer parte daqueles que trago comigo sempre e que levarei para onde quer que vá. de cada vez que estamos juntas ensina-me mais daquilo que (infelizmente) também já sabe demais. não vou ter tempo suficiente para conhecer de si tudo o que gostaria, mas do que já conheço, diz-me o meu coração que o seu consegue operar milagres.
aos meus Amores de sempre, e aos novos, FELIZ 2012!
Meu Amor (para ti sai-me sempre tão bem, sabe sempre tão doce).
ResponderEliminarMudaste sim, eu senti. E sabes o que é importante? Sentir que nestas mudanças, o amor fica sempre mais forte. Tens razão em tudo o que dizes... mas sem ilusão, sem sonho, e conseguentes alegrias e tristezas, o que seríamos nós? Zombies? Gosto tanto de ti... Palavras para quê? :) Love e a um 2012 em cheio! Baci